IDÉIAS ERRADAS SOBRE ‘LIBERDADE’

•11 11UTC agosto 11UTC 2009 • Deixe um comentário

Frequentemente, deparo com pessoas que pensam que ‘ ser livre’ é levar uma vida sem regras e desenfreada, fazendo o que bem entender, sem se importar com os aborrecimentos que isso possa causar aos outros’ . Essa idéia é totalmente errada!!!   SER LIVRE nao é fugir das dificuldades, mas sim dominá-las sem temor.

A GRANDE Liberdade não se choca com regras, leis e ordens. Um grande músico, pelo fato de estar em natural harmonia com as regras musicais, consegue executar livremente qualquer música. Mas um músico medíocre, por nao estar em harmonia com as regras musicais, não têm essa liberdade. A grande liberdade está na harmonia com as leis, ela está intrinsicamente ligada à ‘ordem’  .

A vida é livre por natureza. E onde surge a Vida, estabelece-se a ordem.

Vendo um amontoado de pedras, tijolos, etc., nao se consegue reconhecer a Vida nele. Isso porque eles estão ali de qualquer jeito, sem nenhuma ordem, mas quando esses materiais são empilhados segundo um projeto de construção e passam a constituir um edifício majestoso, elogiamos a sua beleza e dizemos que nele está expressa a Vida do arquiteto que o projetou.

A diferença entre o elemento orgânico (elemento vivo) e o inorgânico está no fato de que o segundo nao é organizado, ao passo que o primeiro é perfeitamente organizado.

Estar vivo é, portanto, manter-se organizado.

(LIVRO – A VERDDE DA VIDA – Vol. 7)

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Cubo D´Água

•28 28UTC julho 28UTC 2009 • Deixe um comentário

 

    Uma raridade interessante na aula de construção industrializada, terça feira pela manhã, foi  tecnicas de estruturas metálicas que formam ” treliças “  diferentes, e no meio delas uma manta de ETFE dupla, onde um mecanismo que deve ficar ligado 24hrs por dia enche essa manta com ar, e dá-se impressão de bolhas… Um exemplo disso, é o cubo d´água, desenvolvido para as competições aquáticas nas olimpíadas de Beijing.

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   À noite, o efeito dessas ‘ bolhas de ar’  com iluminação especial, torna o cubo dágua ainda mais interessante. Sua estrutura aguentaria firme em terra após um terremoto, e é também todo à prova de fogo.

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  Bem… é lindo e maravilhoso! A questão agora é saber se é ecologicamente sustentável. bem se sabe que a China pouco se importa com isso. E o Brasil, o que deve inventar para os estádios e ginásios da nossa futura olimpíada?    Materiais sustentáveis, eis a palavra chave e de futuro! O Brasil deve erguer essa bandeira! Mas antes de mostrar isso em estruturas monumentais, é preciso reciclar o proprio lixo….  Fica a dica ;)

OVERDADEIRO VALOR DAS COISAS

•26 26UTC julho 26UTC 2009 • Deixe um comentário

 Tenho visto e reparado muito – depois de um fato mágico que me ocorreu em um final de semana de outono, na praia – no comportamento e nas palavras das pessoas com quem tenho algum tipo de contato. Ou seja, com meu círculo de amizades em geral.

 Semana passada, me instigou muito um comentário feito por uma pessoa – da qual nutro uma boa impressão em relação à sua atmosfera pessoal – que me disse que o fato de alguém ter Orkut, significa que é uma pessoa pequena, pois pequenas pessoas discutem pessoas e as grandes discutem idéias.  Pensei tanto nisso que cheguei a ficar meio confusa a respeito e, se realmente um Orkut com 800 e poucas pessoas poderia me trazer alguma coisa de útil e, se eu mesma estava fazendo algo de útil mantendo meu perfil ativo.

 Em uma das meditações que deveria fazer diariamente, mas que faço apenas quando uma coisa me tira a serenidade de ser, comecei a pensar sobre o valor de tudo isso e, justamente nessa hora me lembrei do tal acontecimento na praia, em que um hippie que vendia brincos por lá, tinha em seu painel uma frase que dizia: Qual o verdadeiro valor das coisas?  Eu que sempre fui espiritualista demais, achei muito legal aquela frase estar ali, porque tinha mesmo tudo haver: a paisagem, a tranqüilidade e a disposição das pessoas que estavam ali a pararem pra pensar na vida delas e, assim como estava escrito no painel do hippie, pensar no verdadeiro valor das coisas..

hippie-brincos

Eu chamei o cara, comprei 1 brinco de linha, roxo e no formato de gota (daqueles mais balaios que existem hahaha). Ele tinha um brilho nos olhos que encantava, e parecia ser muito feliz com essa vida de vendedor de brincos ambulante. Então comentei sobre a frase, disse que me fez refletir, porque eu andava reclamando muito das coisas, e tudo parecia ficar cada vez pior e sem graça. O hippie, que não perguntei o nome, sentou do meu lado no chão e começou a me falar coisas que nunca vou me esquecer! Falou pra mim que todas as coisas que acontecem na nossa vida, são na verdade ‘presentes de Jah’ – assim ele se referiu ao Universo, à Energia que tudo cria, à natureza, à Deus ou seja lá o nome que quisermos atribuir a isso – mas ele, obviamente por ser hippie e ter uma cultura rastaffari, disse Jah. Acho bacana… é um nome bonito.

Prosseguindo, falou-me sobre o ato de respirar como um exemplo dos inúmeros presentes de Jah: ao inspirar o ar, logo vc tem que soltá-lo. Precisamos do ar, mas se guardarmos ele dentro de nós, morremos. E se quisermos obter algo, como verdadeira amizade por exemplo, precisamos nos doar, antes de tudo. Simbolicamente isso representa uma verdade maravilhosa, uma Lei da Vida que diz: dás e receberás. Apesar de ele falar muito de Jah, também citava coisas da Bíblia o tempo todo, e eu então o perguntei pq ele misturava tanto Jah com Deus, e ai falava de Jesus, e depois de outras coisas que, teoricamente, não tinham nada a ver com a religião católica. Ele me disse que os nomes eram diferentes de acordo com as religiões, mas que o Amor estava em todas elas, e que a religião dele era o Amor. (Perfeita explicação!).

Voltando a falar sobre a frase, ele disse: a água, por exemplo… é essencial, sem ela morreríamos, ela mata a nossa sede, ela mantém equilibrado todo o ecossistema, limpa, purifica, está presente em tudo que é vivo. Mas que em excesso, ela pode matar e destruir… as enchentes, as mortes por afogamento, etc. Então ele me perguntou: pensando nisso, tu diz que a água em si é boa ou má? Mas  não me deixou responder, logo foi concluindo: depende o uso que fazemos dela. A água em si não é nem boa nem má, assim como o fogo que ao mesmo tempo em que esquenta e é também essencial para inúmeras atividades, também pode queimar e destruir, mas o fogo em si não é nem bom nem mau e, o verdadeiro valor das coisas está na forma com que a usamos e que a encaramos.

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Conversamos mais um tempo, ele me fez várias perguntas, e no fim me deu os brincos de presente, não aceitando o meu dinheiro. Embrulhou num pacotinho e disse que era um presente de Jah pra mim, através da alma dele. Aquele dia eu me emocionei demais, e guardo esses brincos com muito cuidado, como se fossem de diamantes. Alias, pra mim eles valem muito mais que diamantes.

 Lembrei do hippie e fiquei feliz, tranqüila de volta e, pensei novamente sobre a utilidade de determinadas coisas na minha vida, como por exemplo o tal do Orkut. Cheguei à conclusão de que atribui um valor bom a ele, porque o uso que faço dele é bom.  E isso me basta saber, basta pra mim, e se não quero infortúnios, basta que eu não os propague. O verdadeiro amor e verdadeira amizade, obviamente não são para todos que estão ali, nem tão pouco coleciono amigos para que possam ver minhas fotos e o que estou fazendo por ai. Contudo, discutir o fato de se ter ou não um perfil ativo é, em última análise, discutir pessoas, não sendo portanto, discussão de idéias, pois o que realmente importa é o valor que atribuímos às coisas, uma vez que elas por si só não constituem benefício nem malefício. Todas as coisas, as pessoas e os fatos tornam-se pra nós, exatamente da mesma forma que a vemos.

Hippie

Sábio esse hippie da praia, não perguntei nem o seu nome e todas as vezes que voltei lá não o vi. “Pena que não tem Orkut”, gostaria de lhe dizer obrigada novamente. :)

•26 26UTC julho 26UTC 2009 • Deixe um comentário

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As mulheres preocupam-se mais do que os homens em impressionar bem os outros.  Mas, por mais que caprichem na maquiagem ou ostentem belas roupas, não poderão dar boa impressão aos outros, se a atmosfera que emana delas, ou, em outras palavras, as vibrações mentais que se propagam delas, forem impuras e desagradáveis. Por isso, em primeiro lugar, devemos aprimorar a nossa mente para que ela “entoe músicas sublimes”. Devemos zelar mais pela beleza interna do que pelos ornamentos externos.

 

Somente quando a “musica da vibração mental” entoada dentro de nós for uma música harmônica e agradável, podemos causar realmente uma boa impressão aos outros. Por mais que uma pessoa mantenha lustrado e reluzente o seu piano, isso de nada adiantará se ela toca pessimamente. Da mesma forma, de nada adianta enfeitarmo-nos externamente, se as nossas vibrações mentais não forem harmônicas. Quando as nossas vibrações mentais são desarmônicas, inevitavelmente torna-se desagradável a “música entoada pela nossa mente, e os outros não conseguem ver-nos como “pessoas agradáveis”.

Para que os outros tenham uma impressão agradável de nós, é preciso que sejamos pessoas realmente agradáveis. Precisamos “emitir”constantemente uma atmosfera agradável e nunca abrigar sentimentos desagradáveis em nossos corações. Este é o segredo para purificar as vibrações mentais que emanam de nós, e evitar que os outros tenham má impressão de nós. E o que são “sentimentos desagradáveis”? são o ódio, a ira, a tristeza, o despeito, enfim, todos os tipos de sentimentos negativos que nos fazem sentir mal. Quando existem sentimentos desagradáveis em nosso interior, as pessoas que se aproximam de nós logo percebem que somos pessoas desagradáveis. Em ultima análise, o que os outros sentem a nosso respeito é o mesmo que sentimos em relação a nós próprios.

Segundo Theodor Lipps, psicólogo e filósofo alemão, isso ocorre por “empatia”. Já o fundador de uma seita budista chamada kurozumi, dizia que isso ocorre porque “o coração das pessoas que nos aproximamos, reflete os nossos próprios pensamentos e sentimentos”. De qualquer modo, a causa de tudo esta dentro de nós mesmos. Para que os outros tenham uma impressão agradável a nosso respeito é necessário que sejamos realmente agradáveis. Agora diga-me: será que, no decorrer do dia, você não se deixa levar, por diversas vezes, pelo sentimento de ódio,ira ou aborrecimento com os outros? Caso afirmativo, quem está sendo prejudicado com isso é você mesmo. Quando ficamos zangados, quando odiamos os outros, quando dizemos calúnias, quando vemos o mal nos outros, ou quando censurarmos os outros, mais ‘imperfeitas”se tornarão as más tendências da nossa mente. A nossa alma ficará maculada, e os outros não terão bons pensamentos a nossa respeito. Conseqüentemente, quem sairá perdendo com tudo isso seremos nós mesmos. Quando nos antipatizamos com alguém e ficamos aborrecidos, quem se prejudica mais somos nós, e não essa pessoa. Por isso, “sermos bons com nós mesmos” constitui a base de uma boa filosofia. Será que uma pessoa incapaz de amar a si própria consegue amar os outros? É evidente que não. Podemos, pois, dizer que toda doutrina moral deve basear-se no princípio: “amar e dar valor a nós mesmos”.

As pessoas conseguem ser verdadeiramente bondosas para com os outros somente quando conscientizam a importância de amar a si próprias e ser boas com elas mesmas. Também no que diz respeito ao amor à família e ao amor à Pátria, não seremos capazes de nos dedicar a elas a ponto de empenhar a nossa vida, se não tivermos a consciência de que nós estamos intrinsecamente ligados a elas e somos inseparáveis. Se não soubermos o que é amar a nós mesmos, também não saberemos o que vem a ser amar os outros. Conseqüentemente, mesmo que tenhamos a intenção de fazer o bem aos outros, os nossos atos poderão resultar em prejuízo em vez de benefício para as outras pessoas. É por isso que digo que a base de toda doutrina moral deve ser a edificação e aprimoramento de nós mesmos.

DO HUMANITARISMO TEÓRICO PARA O HUMANITARISMO PRÁTICO

•20 20UTC julho 20UTC 2009 • Deixe um comentário

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Segundo uma boa filosofia, a base da moral está em “fazer o bem a nós mesmos”.  As doutrinas morais difundidas até hoje partem do princípio de que “devemos fazer o bem aos outros”. Diferindo delas, a minha filosofia parte do princípio de que “devemos fazer o bem a nós mesmo’. Se não nos importássemos com nós mesmo, se não nos importássemos em melhorar a nós próprios, não encontraríamos sentido algum em praticar boas ações. Podemos dizer que nenhuma doutrina moral teria sentido, se não promovesse, em primeiro lugar, a edificação do nosso “eu”. Devemos compreender que, antes de mais nada, precisamos fazer o bem a nós mesmos e que, para isso, é imprescindível sermos bons para os outros. O que constitui o nosso “eu”é a nossa “mente”. E a “mente”é a fonte produtora de uma espécie de ondas vibratórias, ou seja vibrações mentais. A mente emite vibrações mentais, assim como os instrumentos musicais emitem sons. Enquanto vivemos, a nossa mente emite vibrações incessantemente. A essas vibrações damos o nome de pensamento! O maior bem que fazemos a nós mesmos consiste em tornar puras, sublimes e harmônicas esses pensamentos.

Anish Kapoor

•19 19UTC julho 19UTC 2009 • Deixe um comentário

Guarde esse nome! Apesar de complicado, trata-se de um dos nomes mais … digamos, ‘ causador de euforia’  da arquitetura e design mundial. Recentemente produziu sandálias de plástico para Melissa. Nao sei bem o que pretende desenhando sandálias, obvio que o design em si abrange diversos setores, principalmente o da moda… Mas, o que Anish faz pela arquitetura diferente e extravagante é de deixar qualquer artista/arquiteto que tenha sua criatividade nas alturas, sem ar. Contudo, como dizia minha vó (hahaha) ” Por fora laços e rendas e por dentro…” (..) Como sabemos, as fachadas e volumes mirabolantes raramente nos propõe a tão esperada funcionalidade dos ambientes. Anish se sai bem às criticas, e sempre revela um conceito novo que explica tais formas.

Segue abaixo, duas de suas peripécias…

SERPENTINE GALLERY

 

srpentine

 

Aerial-Serpentine_GTFADJUST

 

PAVILION FOR CHANNEL

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Arquitetura enrraizada

•17 17UTC julho 17UTC 2009 • Deixe um comentário

Minha alegria e diversão misturadas ao trabalho de todo dia, às expectativas e certezas de um futuro compensador, talvez nao exatamente no sentido salarial, mas antes de tudo , na realização diária daquilo que amo fazer, amo aprender. Cada dia mais.

Arquitetura por vezes me espanta, parece tao complexo, tantos tipos de materiais, tantas técnicas e etapas construtivas a serem aprendidas, tantos detalhes… muitos detalhes!

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Mas ela se assemelha aos mistérios da vida, tao minuciosa, com materiais tao interessantes e tao belos… Em ultima análise, tudo que existe nesse mundo foi criado antes, pela mente de um Ser Maior, que pensou em todos os detalhes, e executou todos eles com destreza e amor. Assim deve ser o arquiteto, pois de nada vale o ‘ saber fazer’ se nao houver a destreza, a intuição, a concepção do todo e, acima de tudo, muito amor.
folha2

Todo o conhecimento, toda a técnica se funde com naturalidade e o gesto do desenho expressa o sentimento!
A necessidade da arquitetura é técnica…
mas é ciencia Humana antes de ser exata

manipular os elementos artísticos e técnicos de forma intuitiva é próprio dos grandes mestres.
oiiiiiiiiii
62000001

Quem explica muito arquitetura antes de fazê-la de modo geral não a faz… É por isso que notas nao significam nada, num curso onde o que mais importa é o amor pelo mesmo e, haja o que houver, os traçados, as cores, as idéias novas pra se melhorar algo ou para complementar um espaço natural, nao saiam dos olhos.
arqqq

escada

Texto de Boas Vindas :)

•17 17UTC julho 17UTC 2009 • 1 Comentário

Boa noite, Blog…. rs
Sempre achei estranhíssimo escrever em diários, em blogs então, me parece até um pouco absurdo, uma vez que nao gosto muito de ter platéia pra poder me expressar e, apesar de sempre gostar de escrever, essa nunca me foi uma idéia que percorreu meu cérebro. Me expressei inumeras vezes em flogs, com fotos, com textinhos, com recados… enfim, aquela coisa toda, aquela febre toda que assola o mundo da internet. Confesso entretanto que compartilhar alguns escritos com amigos, e nao com a geral toda dessa rede imensa de bloggeiros que existe por ai, seria algo interessante… Portanto, sim! Fiz um blog, hahahah e aos que ganharam o link por ter minha amizade e simpatia, sejam todos bem vindos ;)

 
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